terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O Primo Rico.



Conta-se que numa aldeia distante, ao sul de Varsóvia, um de seus habitantes mais pobres recebeu um bilhete de trem para visitar um primo muito rico. Ele chegou à ferroviária segurando o seu bilhete. Como nunca tinha viajado de trem, José não sabia como agir. Ele percebeu que havia um grupo de pessoas bem vestidas e imaginou que não deveria se sentar com elas. No fundo da estação, ele viu um grupo de malandros maltrapilhos. Ele se juntou a eles imaginando que aquele era o seu lugar. Os passageiros da primeira classe embarcaram, mas os maltrapilhos ficaram aguardando. De repente, ouviu-se um apito e o trem começou a se movimentar. Os malandros pularam para dentro do vagão de bagagens, e José entrou com eles, ficando encolhido em um canto escuro do vagão, segurando a sua passagem com medo. Ele aguentou firme, imaginando que aquele era o seu lugar. Até que a porta do vagão abriu e entrou o maquinista acompanhado de dois policiais. Eles reviraram as bagagens até que encontraram José e seus amigos no fundo do vagão. O maquinista então perguntou: “Posso ver os bilhetes?” José prontamente se levantou e apresentou o seu bilhete. O maquinista analisou a passagem e começou a gritar: “Meu rapaz, você tem uma passagem de primeira classe. O que você está fazendo aqui no vagão de carga?” E o maquinista concluiu: “Quando se tem um bilhete de primeira classe, o indivíduo deve se comportar como um passageiro de primeira classe”. Desse episódio podemos concluir o quanto é importante se conhecer e, portanto buscar caminhos para o nosso autoconhecimento, para que assim possamos estar ocupando na vida, lugares que dizem respeito a nós mesmos.

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